Dia da Imunização: com mais de 200 anos, vacina é tema polêmico em meio à Covid-19

Nunca se ouviu tanto a palavra ‘imunização’ como nos últimos 15 meses. Criada no século XVIII para prevenir a contaminação da varíola, a vacina ainda é tema polêmico em meio à pandemia da Covid-19. Nesse Dia da Imunização, celebrado em 9 de junho, o que a maioria deseja é a vacina contra esse vírus ainda misterioso. Mas há aquele que resista ao meio mais seguro de controlar a pandemia.

Segundos os estudos, pelo 75% da população deve ser vacinada contra o vírus SARS-coV-2 para controlar a pandemia do novo coronavírus. O presidente Estadual do Solidariedade MS, Vereador Papy, vê com preocupação a demora de alcançar essa meta.

“A falta de vacina, ou do insumo para produzi-la no Brasil, a demora da entrega das doses deixa mais difícil essa pandemia. É preocupante ver o processo de vacinação ser interrompido por falta do imunizante”, afirmou Vereador Papy.

Embora o Brasil tenha imunizado 4,62% da população (46.970.552 pessoas) com as duas doses e Mato Grosso do Sul esteja no topo do ranking dos estados com 13,48% da população (757.410 pessoas) protegida com as duas doses, vale continuar ressaltando a importância da vacinação contra Covid e a maneira correta de se proteger: tomando as duas doses e dentro do prazo exigido por cada uma.  

Campo Grande começou a semana com todos os locais de vacinação contra Covid-19 fechados por falta de vacina. Já foram imunizados com as duas doses na capital sul-mato-grossense 14.63% da população (132.571 pessoas). Um dado que chama atenção, é sobre quem já deveria ter tomado a segunda dose e ainda não procurou o local de vacinação. Só na capital, a Secretaria Municipal de Saúde, calcula cerca de 500 pessoas que deixaram de tomar o reforço dentro do período determinado.

Produção de vacina

As vacinas 100% nacionais começam a ser produzidas neste mês e as primeiras doses serão entregues em outubro. A transferência de tecnologia da AstraZeneca permitirá ao Brasil produzir o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e, com isso, o país se tornará independente na produção do imunizante.

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) já começou a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina contra a covid-19 a partir de um banco de células e outro de vírus. A fabricação do insumo tornará o país autossuficiente na produção da vacina Oxford/AstraZeneca na Fiocruz, substituindo o IFA importado da China.

Por outro lado, o Instituto Butantan produz vacina CoronaVac, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A Sinovac envia ao Butantan a matéria-prima (insumos) para que os processos de envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade sejam feitos no Brasil. Todo esse processo dura entre 15 e 20 dias. Só então as doses são disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) para distribuição para a população.

  • Os dados foram extraídos dos Vacinômetros do Governo Federal e Estadual e da Prefeitura Municipal às 18h20 (de DF)